sábado, 24 de abril de 2010

25 de Abril de 1915 - O Genocídio Arménio

No dia 25 de Abril de 1915, o governo dos “jovens turcos ” iniciou o massacre do povo arménio, que se estendeu até 1917. Estima-se que foram chacinados cerca de um milhão e meio de arménios. Este acontecimento ficou conhecido como “o genocídio arménio”. A constituição turca proíbe ainda hoje qualquer referência a este acontecimento. Este não reconhecimento dos crimes perpetrados pelos turcos no passado é o factor mais decisivo que impede a Turquia de entrar para a União Europeia. Apesar de tudo, o governo actual da Turquia tem procurado a reconciliação com a comunidade arménia de Istambul.

A Escola Secundária Quinta do Marquês está geminada com a Escola Arménia de Getronagan de Istambul e, como tal, neste dia, em que comemoramos o dia da Liberdade em Portugal, não posso de deixar de enviar as minhas saudações fraternas, em particular, aos professores e aos alunos dessa escola e, em geral, a toda a comunidade Arménia de Istambul.

Portugal deve muito a este heróico povo arménio de Istambul, pois foi desta comunidade que proveio um grande amigo dos portugueses – o Sr. Calouste Gulbenkian – que aqui encontrou refúgio das perseguições turcas e, em troca dessa hospitalidade, muito tem feito pela educação e cultura dos portugueses.

Getronagan Armenian High School - Istanbul
Escola Secundária Quinta do Marquês - Oeiras

Today is the 25th April, the day when we celebrate the anniversary of Liberty. Portugal was freed from dictatorship 36 years ago. Those were days marked out by the fascist repression and obscurantism as well as by social, cultural, political and economic underdevelopment. During that long night, which lasted for almost 50 years, many Portuguese people went into exile, trying to run away from hunger, persecution and the fratricide colonial war. Contrary to what happened with other peoples, the young captains took the side of the people and gave it freedom. Today, the Day of Liberty, a happy day in Portugal, I must remember our Armenian friends from Istambul, who love freedom so much as they love their city. I am sure they will also remember this day. I hope Turquey will join the European Union quite shortly.

José António, Prof. de Filosofia da ESQM


2 comentários:

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA



    "As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado



    O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.



    O CRIME DE LESA HUMANIDADE


    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


    Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.



    RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


    A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



    A COMISSÃO DA VERDADE


    A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    Paz e Solidariedade,



    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br
    http://twitter.com/REVISTASOSDH

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  2. Já nos referimos neste blog , por diversas vezes, à questão do holocausto dos judeus, com o intuito de dar a conhecer e denunciar a violência, o desrespeito pelos direitos humanos, a acção criminosa das ditaduras...
    Na mesma linha e muito oportunamente, vem hoje o professor Zé António levantar a questão arménia, anterior ao holocausto judeu, mas muito pouco divulgada. Os programas e manuais de História esquecem-na, bem como a generalidade da comunicação social. É, por isso, um tema que merece continuar a ser divulgado no nosso blog.
    Pela primeira vez, hoje, a comunidade arménia de Istambul (Turquia), a que o professor faz referência, observou um minuto de silêncio em homenagem aos otomanos arménios que foram assassinados por turcos durante a I Guerra, pretendendo fazer pressão para que a Turquia reconheça o genocídio (assassínio deliberado de um povo/grupo).
    Pelo nosso lado, enquanto comemoramos a democracia, partilhamos o desejo do professor de que a comunidade arménia de Istambul, à qual a escola Getronagan pertence, possa evocar a sua História em liberdade e que os dois países (Turquia e Arménia) possam normalizar as suas relações políticas, assumindo a sua História e abrindo uma nova página.
    Luísa Godinho

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