domingo, 13 de dezembro de 2009

À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais



(...)
Soldado-rei que oculta sorte
Como em braços da Pátria ergueu,
E passou como o vento norte
Sob o ermo céu.
Mas a alma acesa não aceita
Essa morte absoluta, o nada
De quem foi Pátria, e fé eleita,
E ungida espada.
Se o amor crê que a Morte mente
Quando a quem quer leva de novo
Quão mais crê o Rei ainda existente
O amor de um povo!
Quem ele foi sabe-o a Sorte,
Sabe-o o Mistério e a sua lei.
A Vida fê-lo herói, e a Morte
O sagrou Rei!
(...)

Fernando Pessoa (poema integral aqui)

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Celebram-se hoje 91 anos da morte de Sidónio Pais, assassinado na Estação do Rossio a 14 de Dezembro de 1918. Foi Presidente da República de Portugal, tendo governado de forma ditatorial. Foi odiado e amado pelo povo, que lhe deu a alcunha de Presidente-Rei.

Brasil reconhece papel do navegador português Pedro Teixeira

Pedro Teixeira (1570?-1641) foi um militar e navegador português, nascido em Cantanhede (Coimbra). Partiu para o Brasil em 1607, onde os índios lhe chamaram "Curiua-Catu", Homem Branco Bom e Amigo. A sua acção foi reconhecida na última semana pelo Senado Brasileiro pois, além de participar na expulsão dos estrangeiros do território português no Brasil, descobriu os rios Tapajós, Negro e Madeira e foi o responsável pelo facto do rio Amazonas passar a pertencer na sua totalidade ao reino de Portugal (e posteriormente ao Brasil). Partiu de Cametá, no Pará, com duas mil pessoas em canoas, subiu os rios Amazonas e Negro até Quito (actual capital do Equador) e regressou a Belém do Pará 26 meses depois. Catalogou e cartografou mais de dez mil quilómetros da bacia hidrográfica do maior rio do mundo e, devido à sua expedição, mais de 62% da Amazónia é hoje território brasileiro.
A Portugal Telecom vai lançar o Prémio Pedro Teixeira, para estudantes portugueses e brasileiros de 12 a 18 anos. O prémio para os nossos estudantes é uma viagem ao Brasil..
TOCA A H!STOR!AR!!!

Luísa Godinho

Para quem odeia finais felizes...




Numa entrevista publicada pela agência noticiosa russa INTERFAX e difundida globalmente pela CNN na passada sexta,o General Vasily Khristoforov, cabeça da FSB (antiga KGB), revelou finalmente o paradeiro dos restos mortais de Hitler.
O ditador, assim como Eva Braun, Goebbels (chefe da propaganda nazi) e a sua família, terão sido enterrados em 1945 e mais tarde transladados (Magdeburgo, 1946). Em 1970 uma operação do KGB chamada «The Archives» tratou da cremação ao ar livre dos cadáveres e do seu lançamento ao rio Biedritz.
Actualmente a Rússia ainda possui o maxilar e um fragmento do crânio de Adolf Hitler que, confirmam os russos, se suicidou duplamente: ingestão de cianeto e tiro.


Consultar: CNN, Times Online e Público.


Tomás, 11E

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Brasões da Quinta dos Marqueses de Pombal, Oeiras



João Mateus e Luís Alpedrinha, 11ºE

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Os Prémios Nobel

O presidente norte-americano, Barack Obama, recebeu hoje, dia 10 de Dezembro de 2009, o Prémio Nobel da Paz em Oslo (Noruega). Para além deste prémio, foram entregues em Estocolmo (Suécia) os Prémios Nobel da Física, da Química, da Medicina, da Literatura e, ainda, o "Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel" (indevidamente chamado Nobel da Economia, financiado com dinheiros públicos do Banco Central Sueco).
Todos os anos, desde 1901, são entregues a 10 de Dezembro (data do aniversário da morte de Alfredo Nobel) os prémios Nobel. Estes prémios são financiados por uma enorme herança deixada por Alfred Nobel, químico e inventor da dinamite, e gerida pela Fundação Nobel. Sem filhos, no seu testamento nada deixou aos herdeiros directos, mas determinou a criação de uma instituição, à qual caberia distinguir todos os anos pessoas que prestassem grandes serviços à Humanidade. O português José Saramago foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998.
Luísa Godinho

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Para que serve a História?

A História é uma ferramenta que nos ajuda a compreender o presente, o mundo que nos é revelado diariamente pelos media.
Conhecer o passado, é um saber valioso, mas incompleto. O estudante de História deve procurar no passado entendimento para os factos presentes. Por exemplo, a recente entrada em vigor do Tratado de Lisboa (1 de Dezembro de 2009) não é um facto isolado, mas decorre de um longo processo de construção europeia. Conhecer esse processo, as suas dificuldades e sucessos, ajuda-nos a compreender mais claramente as instituições europeias actuais e o significado deste Tratado, bem como as reservas à sua aplicação.
Luísa Godinho

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O presente é o que nos interessa...

"A observação do passado não se destina a um macabro trabalho de desenterrar os mortos. Não é uma viagem ao reino das sombras.(…) O que está morto, está morto. De facto, só me interessam as coisas vivas, que me interpelam, que se metem comigo. Só me interessa o presente e a maneira de me movimentar no espaço e no tempo em que vivo. Quero com isto dizer que só me atrai, no passado, aquilo que me permite compreender o presente."
José Mattoso (historiador)