A. Campos Matos pergunta:
Que representava para si a escola?
Liguei sempre pouca importância aos trabalhos escolares, a escola era para mim a sociedade dos condiscípulos. Fiz o curso secundário num internato, o Colégio Militar, depois de uma rapidíssima passagem por uma escola primária qualquer, quando regressei de Angola, onde o meu pai fora governador do Congo português. Passei ali seis anos de excelente humor. Dei-me sempre muitíssimo bem com os condiscípulos, e não tomei nada a sério a disciplina militar de estabelecimento.
Foi bem sucedido na sua actividade escolar?
Fui porque não me custava; mas muito melhor nos últimos anos, por causa da matemática e da física. Devi isto, em parte, aos meus bons condiscípulos, frequentemente me pediam explicações, o que me obrigava a saber bem o assunto. A matemática, a poesia e o desenho eram os meus encantos. Gostava muito de desenhar com o Vasco Lopes de Mendonça, cujo talento de desenhista eu admirava muitíssimo, e continuo admirando.
(...)
O objectivo da escola consistiria no seu entender...
[Em] emancipar os indivíduos, servir o progresso social; e treinar as inteligências, a fim de as tornar cada vez mais plásticas, universalistas e libertas de limitações, como exige a moderna democracia: é familiarizar a juventude com o manejo das realidades, preparando no estudante um produtor moderno, cooperador em planos de acção comum - entendendo-se por isto, quer o produtor no domínio económico quer o criador na ciência e na arte; o objectivo do ensino, em resumo, é fomentar a capacidade de um desenvolvimento contínuo, de uma racionalização intérmina da experiência, preparando os Portugueses para uma vida mais humana mais progressiva, mais fecunda, dentro de uma forma social mais justa.
(...)
Educar uma criança enviando-a à actual escola é como preparar um automobilista metendo-o no museu dos coches reais. O mestre supõe que o aluno não viverá da vida de hoje. (...) O primeiro passo do educador deveria ser determinar, tanto quanto possível, o que exige de nós concretamente a sociedade contemporânea, para sua maior felicidade, justiça e harmonia, e como o trabalho educativo poderia satisfazer tais exigências, de maneira que na escola se reproduzissem, num nível alto, os problemas da sociedade. Seguir-se-ia a este exame uma reforma do espírito escolar, segundo as concretas necessidades do desenvolvimento social.
Isabel Pinto
domingo, 24 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Sugestão de leitura - D. Sebastião e o Vidente, de Deana Barroqueiro

«Este livro que agora deu à estampa é um romance histórico construído e narrado à maneira do século XVI, um dos séculos da sua especialidade. Desta vez, Deana escolheu como objecto central a figura de D. Sebastião cuja vida é narrada em paralelo com a de Miguel Leitão de Andrada, o vidente, quatro meses mais velho que Sebastião e cujas vidas se cruzam em diversas situações ao longo da narrativa.
Sebastião é à partida uma figura sobre a qual se fixam diversas expectativas, o que o torna uma figura política que está sempre no limbo, à beira do precipício. Na verdade é fruto do único filho sobrevivente dos nove que João III teve com Catarina de Áustria. O pai de Sebastião, o infante D. João morre de diabetes mesmo antes do filho nascer. A mãe, D. Joana, filha de Carlos V, não aguenta o isolamento na corte portuguesa e parte para tomar a regência de Castela abandonando o reino e o filho. A solidão de Sebastião transforma-o em joguete nas mãos de diversos validos, como é o caso dos padres e irmãos Câmara — Luís Gonçalves da Câmara e Martim da Gonçalves da Câmara.
A obra foi construída em quatro partes que dizem respeito aos períodos mais importantes da vida do jovem Sebastião.
I—O cavaleiro sem mácula;
II — O cavaleiro da demanda;
III— O cavaleiro da perfídia;
IV— O cavaleiro do desastre.
I— O cavaleiro sem mácula é a história de sebastião até aproximadamente os 12 anos;
II — O cavaleiro da demanda — corresponde à época em que Sebastião já é rei e começa a encarar cada vez com mais entusiasmo o que ainda era o sonho da cruzada em África;
III — O cavaleiro da perfídia — corresponde à altura em que se começam a agigantar em torno dele toda a traição, a espionagem, o aproveitamento da sua juventude;
IV — O cavaleiro do desastre — enquadra toda a preparação de Alcácer Quibir e o entusiasmo do rei versus o receio e o perigo que a jornada comportava, aliada às promessas de apoio de terços e cavaleiros que nunca virão a estar presentes em Alcácer Quibir.
Ao longo destes capítulos desfilam figuras da política europeia e peninsular como Carlos V, Filipe II, Catarina de Áustria, Infanta D. Maria, João III; mas também homens ligados à casa real de Filipe II e Carlos V, tidos como seus espiões e fiéis defensores das suas estratégias políticas, como João de Borja, Padre Francisco de Borja, Cristóvão de Moura. Cronistas como Miguel Leitão de Andrada, João Cascão, Jerónimo Mendonça e o poeta Luís de Camões são simultaneamente personagens e fontes históricas. Esta é de facto uma das mais interessantes estratégias, seguida por Deana. Os cronistas surgem na história integrando na acção da ficção a sua própria escrita.
Miguel de Andrada surge também como um pretexto para que toda a narrativa seja enriquecida com os contrastes entre a cidade e o campo em Portugal no século XVI, diálogo que atravessa toda a obra. Mas esta obra é também atravessada por um riquíssimo contexto internacional onde Espanha e o Império dos Habsburgos dominam a política internacional da Europa daquele tempo. Os palácios, as intrigas palacianas onde os nobres portugueses e espanhóis desfilam com as suas contendas, intriga, espionagens e desavenças são uma constante. O campo, com o seu ritmo lento regulado pela produção da terra, regrado pelo contacto com a natureza atravessa igualmente toda a obra. De forma que na narrativa não são só privilegiados os contextos urbanos mas está também presente o sentir e fervilhar do povo no campo e na cidade.
Enquanto romance escrito à maneira do século XVI, D. Sebastião e o Vidente apresenta, a páginas tantas, a intervenção de um narrador que entra em diálogo com o leitor e interpela-o, avança e recua no tempo, problematiza os assuntos, dá opiniões e conselhos, sugere cautela para as conclusões do leitor. O efeito conseguido é espantoso porque se trata de uma estratégia de aproximação ao leitor, não só porque o interpela e sugere a sua opinião, mas também porque o confronta com situações que coagem a pensamentos e reflexões sobre a época.
Deana sugere-nos ainda uma trama de espionagem que atravessa toda a obra, porque acompanha a vida de Sebastião desde o seu nascimento até à sua morte.
O trabalho de investigação — Deana parte para estes seus trabalhos com um património de cultura já adquirido, porque conhece profundamente a literatura portuguesa toda, e particularmente, por ser mais da sua especialidade, a literatura do século XVI a XVIII.
Enquanto romance histórico, D. Sebastião e o Vidente obedece ao quadro cronológico que visa toda a época desde o seu nascimento em 1554 à sua morte em 1580.
A obra foi precedida de uma intensa e profunda investigação histórica que teve como fontes principais os cronistas já referidos (Miguel Leitão de Andrada; João Cascão, Jerónimo Mendonça) e vários autores anónimos do século XVI e XVII como foi entre outros: Crónica do Xarife Mulei Mahamet e d'El-rei D. Sebastião; Jornada de El-rei D. Sebastião à África e crónica de D. Henrique; Notícias recônditas do modo de proceder da Inquisição com os seus presos. Documentou-se ainda com leituras de clássicos como Miguel de Cervantes, D. Quixote de la Mancha.
Recorreu também a um conjunto vasto de obras historiográficas de historiadores como Borges Coelho, José Mattoso, Francisco Bethencourt, Sales Loureiro, António José Saraiva, entre outros, de forma a poder dominar os problemas sociais, económicos e políticos e religiosos da época. Mas vai mais longe. Deana documenta-se também sobre os hábitos do povo, do clero e da nobreza: a forma como vestem, como comem, o que bebem, como se relacionam, a música, a poesia, a par com o conhecimento profundo sobre o funcionamento do tribunal da inquisição. Para além do mais, Deana estudou também os contextos internacionais que giram em torno das figuras de Carlos V e de Filipe II.
D. Sebastião e o Vidente é um romance histórico que decorre num período complexo e particularmente movimentado da história europeia. A Espanha em pleno apogeu, exerce o poder político em grande parte da Europa, tem estabelecidas ligações entre as diversas casas reais europeias através de uma estratégia de casamento das princesas e príncipes castelhanos. A Espanha é nesta altura uma grande potência europeia com um império continental e ultramarino. Portugal situava-se já numa fase de declínio do seu império ultramarino e passa por uma enorme crise política que culmina com a morte de Sebastião em Alcácer Quibir e com a perda da independência.
A obra obedece a uma alternância de cenário que muda, sensivelmente de quatro em quatro páginas. É uma estratégia discursiva que imprime um enorme ritmo à narrativa e prende o leitor à história. Mas o leitor é também presenteado com a acção das personagens, com acontecimentos inesperados e sobretudo com muita intriga, muita espionagem e bastante traição. Há uma constante tensão, não só entre as personagens que desfilam no livro, mas uma tensão também impressa no perfil psicológico de Sebastião, magnificamente traçado: as suas inseguranças, os seus medos, o seu desejo de partir à desfilada da aventura e a sua necessidade de peregrinação constante pelo país, o que o fazia estar pouco tempo no mesmo sítio. Portugal do século XVI conhece-se também através das constantes viagens de Sebastião.
Este é também um romance cheio de imagens, de paisagens, de retratos humanos e de dramas e de angústias, onde o ser humano se apresenta no seu melhor e no seu pior.
Trata-se pois de uma obra que, pelo ritmo, pela dinâmica, pela riqueza dos intervenientes, pela diversidade das paisagens e dos rostos humanos bem podia ser adaptado ao cinema.
Quero, por isso, felicitar vivamente Deana Barroqueiro pelo excelente romance que mais uma vez nos apresenta e, simultaneamente, felicitar a Porto Editora pela obra de excelência que escolheu para inaugurar uma colecção de ficção que agora apresenta ao público.»
Ana Cabrera - Historiadora
_______________________________________
Na sequência dos interessantes posts do Prof. José António sobre D. Sebastião, apresento-vos, nas palavras de uma historiadora, um romance genial que li já há dois anos. Trata-se de uma obra (prima?) de uma escritora luso-americana, extremamente culta, que tive o prazer de conhecer na feira do livro do Porto em 2007.
Espicaça-vos a curiosidade? A mim também espicaçou. Mas fica aqui um aviso: a escrita de Deana Barroqueiro é tão intrincada que pode levar o leitor a desistir após umas frases. Vale a pena, garanto, ser persistente até ao fim.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
EL-REI D. SEBASTIÃO
Banos-Garcia, A.V. (2006), D. Sebastião rei de Portugal, Esfera dos livros Editora, Lisboa
Domingues, Mário (1963), D. Sebastião e a sua época, Romano Torres Editora
QUADROS, António (1983), Poesia e filosofia do Mito Sebastianista, Guimarães & Cia. Editores, Lisboa (perspectiva diferente da minha, no entanto, muito interessante.)
José António, professor de Filosofia ESQM
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
"Oremos pelo nosso Chefe Salazar"

As pesquisas são, frequentemente, monótonas. Não foi este o caso. Ao vasculhar o Google para um trabalho de Geografia C sobre o nacionalismo, eis que me deparo com um "santinho". Um santinho não é mais que aquilo a que no norte chamamos de pagela, isto é, pequena folha onde consta uma oração, normalmente para obter graças. Algumas explicações:
A 4 de Julho de 1937 seguia, na Av. Barbosa du Bocage, em Lisboa, um Buick que transportava António de Oliveira Salazar. Ditador que tinha, nesse mesmo ano, prometido ajuda a Franco na Guerra Civil que os nossos vizinhos espanhóis travavam. Ia, como disse, Salazar no seu carro, quando é vítima de um atentado à bomba, o único que sofreu durante a sua longa permanência no governo, cometido pelo anarco-sindicalista Emídio Santana.
A opinião nacional ficou, obviamente, chocada. Após o milagre económico que Salazar operou no nosso país, o povo devoto, que o próprio ditador educou como temente a Deus, sente-se pelo susto do chefe amado. A Igreja, apoio incontestável do regime nos seus primeiros anos, responde ao fervor religioso do povo e é por ordem de D. António Antunes, bispo de Coimbra, que se imprime este "santinho", concedendo indulgência (isto é, perdão dos pecados) a quem o rezasse com devoção.
_____________________________
Observação pessoal: só publico este "santinho" a pedido da Prof. Luísa. Houve anteriores posts sobre figuras históricas portuguesas, feitos por mim, que não foram interpretados no espírito em que os escrevi. Não queria, de todo, que me tomassem por reaccionário. Admiro, como considero que todos deviam admirar, as figuras que fizeram a nossa nação. Nesse sentido, admiro e respeito a memória de Salazar, pelo bem que ele fez a Portugal. Da mesma forma, repudio muita da sua acção. Mesmo assim, paz à sua alma.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
História? Qual História?
A História contra factual tem destas coisas...
De facto, e apesar da falta de rigor da mesma, é saudável reflectirmos sobre o que poderá ter acontecido.
E se o Hitler tivesse ganho a Segunda Guerra Mundial?
E se Napoleão tivesse levado a dele avante?
Niall Fergunson explorou esta vertente mais obscura da História na sua obra The pity of War e concluiu que, se a Alemanha tivesse ganho a 1ªGuerra Mundial, nunca se teria formado o Terceiro Reich.
E se pusermos todos os factos da História tal como a conhecemos em causa? Historiemos sobre isto...
De facto, e apesar da falta de rigor da mesma, é saudável reflectirmos sobre o que poderá ter acontecido.
E se o Hitler tivesse ganho a Segunda Guerra Mundial?
E se Napoleão tivesse levado a dele avante?
Niall Fergunson explorou esta vertente mais obscura da História na sua obra The pity of War e concluiu que, se a Alemanha tivesse ganho a 1ªGuerra Mundial, nunca se teria formado o Terceiro Reich.
E se pusermos todos os factos da História tal como a conhecemos em causa? Historiemos sobre isto...
David, 11ºE
Mais um longo contra-ataque...
Sebastião José de Carvalho e Melo foi o primeiro Conde de Oeiras e mais tarde o primeiro Marquês de Pombal, nome com que ficou sempre conhecido. Nasceu no dia 13 de Maio de 1699. Provém da baixa Nobreza, trabalhou com D. João V em Áustria, mas este infeliz com o seu trabalho trouxe-o de volta para Portugal. Tendo assistido a tudo o que acontecera no estrangeiro decidiu aplicar medidas de acordo com as ideias Iluministas. Desempenhou um papel fulcral na aproximação de Portugal à realidade económica dos parceiros Europeus. Executou várias reformas, nomeadamente nas finanças Portuguesas com o “Erário Régio” e no Ensino com a criação de escolas, a extinção da Universidade de Évora e a reforma da Universidade de Coimbra. Acabou na prática com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos. Subordinou o Clero à Coroa e criou a Real Mesa Censória, desempenhando o papel da Inquisição. Criou também a primeira escola de Comércio na Europa. Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos Jesuítas Desempenhou um papel muito importante no Terramoto de Lisboa de 1755 com a sua frase célebre: “Enterrem os mortos e cuidem dos vivos” um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois juntando tudo isto ao Processo dos Távora, o Marquês de Pombal tornou-se numa personagem muito respeitada.
Para enaltecer mais, o poderio e tudo o que o Marquês foi e fez, direi apenas algumas frases. O Marquês, encontrou um Estado miserável, pobre, com fome, com medo. Como já disse, restaurou as finanças, tornou Portugal um País mais respeitável, rico, independente. Colocou a Nobreza no sítio onde deveria estar, longe da administração do Reino, tornando as ideias que eram defendidas que diziam que a burguesia é que se deveria ocupar desses cargos, visto que a Nobreza era incapaz de tomar conta do assunto, retirou algum poder à igreja, visto que esta apenas servia para encher a cabeça do Povo com superstições. De acordo com o que se havia feito no estrangeiro, criou empresas, deu subsídios, desvalorizando a moeda Portuguesa, tornou-a e a seu país, Portugal num patamar superior e mais competitivo. Como já afirmei, o Marquês, tornou as ruas mais seguras, os criminosos passaram a ser devidamente castigados, fez reformas no Ensino, criando escolas, Universidades, tornando o povo mais culto. Tentou mesmo o impossível, que era tentar educar devidamente a Nobreza. Numa altura, 1755 e alguns anos depois, em que o povo realmente precisou da ajuda do Reino, o Marquês apareceu de forma excelente, forte, indiscutível e fez de Lisboa uma nova cidade, pilotando assim os avanços posteriores da Ciência, ao criar apoios para as habitações contra os sismos, tornando a vida mais segura, mais feliz. Não se limitou a falar de “ideias iluministas”, ele pô-las em prática, criando as habitações todas do mesmo tamanho, entre outras características, para provar que todos nasciam iguais.
Sebastião José de Carvalho e Melo, tornou Portugal um país muito respeitável, não só curou de um Portugal doente, como lhe deu um futuro, um bom futuro. Sem ele, hoje sem dúvida estaríamos numa situação muto pior, Lisboa é uma cidade cheia de turistas devido a este grande homem. E todos os Portugueses se deveriam sentir orgulhosos, agradecidos pelo país que ele nos deu, pela Pátria que curou. Eu estou!
E tenho pena que o Professor José António, com todo o respeito, apenas tenha realçado o julgamento dos Távora, dando uma imagem injusta do Marquês, O julgamento que tanto pode ter sido injusto, quanto justo, não sabemos, não estávamos lá, mas uma coisa é verdade, com a família Távora injustiçada ou não, o Duque de Aveiro é sem dúvida culpado, pois D. Maria nada fez para lhe recuperar o nome.
Glória seja feita ao grande homem que foi Sebastião José de Carvalho e Melo!
Para enaltecer mais, o poderio e tudo o que o Marquês foi e fez, direi apenas algumas frases. O Marquês, encontrou um Estado miserável, pobre, com fome, com medo. Como já disse, restaurou as finanças, tornou Portugal um País mais respeitável, rico, independente. Colocou a Nobreza no sítio onde deveria estar, longe da administração do Reino, tornando as ideias que eram defendidas que diziam que a burguesia é que se deveria ocupar desses cargos, visto que a Nobreza era incapaz de tomar conta do assunto, retirou algum poder à igreja, visto que esta apenas servia para encher a cabeça do Povo com superstições. De acordo com o que se havia feito no estrangeiro, criou empresas, deu subsídios, desvalorizando a moeda Portuguesa, tornou-a e a seu país, Portugal num patamar superior e mais competitivo. Como já afirmei, o Marquês, tornou as ruas mais seguras, os criminosos passaram a ser devidamente castigados, fez reformas no Ensino, criando escolas, Universidades, tornando o povo mais culto. Tentou mesmo o impossível, que era tentar educar devidamente a Nobreza. Numa altura, 1755 e alguns anos depois, em que o povo realmente precisou da ajuda do Reino, o Marquês apareceu de forma excelente, forte, indiscutível e fez de Lisboa uma nova cidade, pilotando assim os avanços posteriores da Ciência, ao criar apoios para as habitações contra os sismos, tornando a vida mais segura, mais feliz. Não se limitou a falar de “ideias iluministas”, ele pô-las em prática, criando as habitações todas do mesmo tamanho, entre outras características, para provar que todos nasciam iguais.
Sebastião José de Carvalho e Melo, tornou Portugal um país muito respeitável, não só curou de um Portugal doente, como lhe deu um futuro, um bom futuro. Sem ele, hoje sem dúvida estaríamos numa situação muto pior, Lisboa é uma cidade cheia de turistas devido a este grande homem. E todos os Portugueses se deveriam sentir orgulhosos, agradecidos pelo país que ele nos deu, pela Pátria que curou. Eu estou!
E tenho pena que o Professor José António, com todo o respeito, apenas tenha realçado o julgamento dos Távora, dando uma imagem injusta do Marquês, O julgamento que tanto pode ter sido injusto, quanto justo, não sabemos, não estávamos lá, mas uma coisa é verdade, com a família Távora injustiçada ou não, o Duque de Aveiro é sem dúvida culpado, pois D. Maria nada fez para lhe recuperar o nome.
Glória seja feita ao grande homem que foi Sebastião José de Carvalho e Melo!
José Limão 11E
Subscrever:
Mensagens (Atom)