quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Livro de Cabeceira




The Pillow Book é um filme de 1996 realizado por Peter Greenaway.
Baseado nas Notas de Cabeceira de uma escritora medieval japonesa, Sei Shonagon, a acção desenvolve-se em Quioto. A protogonista é Vivian Wu, na pele de Nagiko, uma jovem que terá a sua vida sexual marcada pela escrita e os caracteres da língua, gravados no seu corpo.
Procurando o seu amor ideal, encontra Jerome em Hong Kong, uma tradutor. Apaixonada, acaba por descobrir uma relação homossexual que este tem com um homem bem mais velho.

Peter Greenaway nasceu no País de Gales em 1942 e é um conceituado cineasta. De entre os seus filmes mais conhecidos saliento também O Bebé de Macon (1993).

Tomás, 11E

Je suis un phénomène


1998, de Peter Brooke

Sir Peter Stephen Paul Brook CH, CBE (Londres, 21 de Março de 1925) é director de teatro e cinema britânico. Estudou no Magdalen College, na Universidade de Oxford.

A peça fala do estudo de Luria acerca de um polaco de Cracóvia Shereshevsky que nada esquecia e tinha a obsessão por absorver cada detalhe, chegando ao pormenor de se recordar da roupa que alguém usava há uma década atrás! Como é natural, este "dom" pode trazer felicidade, mas também dissabores...

Isto é o início de três posts culturais alternativos. Dado que não é propriamente alguém especialmente conhecido e que a história da peça é de uma actualidade e interesse extraordinário, justifica-se esta primeira entrada.

David, 11ºE

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Parte I – “A face oculta do Marquês de Pombal”

Após um processo que durou apenas alguns dias, onde se procurou que os réus assumissem a culpa através de torturas levadas a cabo por algozes, especializados, ao longo de anos, na escola de suplícios da Santa Inquisição, a sentença foi proferida no dia 13 de Janeiro de 1759 (faz, precisamente, hoje, 251 anos). Uma parte deste tribunal canónico fora reconvertida num tribunal secular ao serviço de Sua Majestade, denominado Suprema Junta da Inconfidência. A Suprema Junta da Inconfidência condenou à morte algumas das figuras mais brilhantes da sociedade portuguesa desse tempo, entre as quais o réu D. José de Mascarenhas, 8º Duque de Aveiro e Marquês de Gouveia, cunhado do velho Marquês de Távora. Condenou ainda o próprio velho Marquês de Távora, o seu filho primogénito, D. Luís Bernardo de Távora, o filho mais novo, ainda muito jovem, a sua mulher, D. Leonor de Távora, bem como as suas filhas, genros e os seus netos. Há muito que os interesses pessoais e ideológicos de Pombal colidiam com os das famílias mais importantes do Reino, e o atentado constituiu uma oportunidade que Pombal aproveitou para legitimar os seus objectivos. Existem ainda muitas dúvidas sobre os autores do atentado e os seus presumíveis objectivos. A confiar nos autos do Tribunal, o Duque de Aveiro confessara a autoria do atentado e arrolara consigo a família Távora, que, por coincidência ou não, constituía um obstáculo às intenções do ambicioso Marquês.
A confissão do Duque de Aveiro fora retirada a custo de horrendas torturas. Para compreender o desfecho deste drama, não podemos esquecer que o Duque revelava, frequentemente, alguma sobranceria relativamente a Sebastião Carvalho e Mello por este ser originário da baixa fidalguia, origem que não se poderia equiparar à estirpe elevada do Duque, que ostentava com arrogância e altivez a sua ascendência, que, ao que se julga, provinha do primeiro duque de Aveiro D. João de Lencastre, que por sua vez seria filho de D. Jorge, filho bastardo de El-Rei D. João II. Apesar das poucas gotas de sangue real que o Duque possuía nas veias, estas valeram-lhe uma acumulação de riquezas, quer em bens móveis e imóveis, que provocava a cobiça do ambicioso Marquês de Pombal e talvez até do próprio rei, D. José I.
Acusado de cabecilha, D. Francisco de Assis de Távora era filho primogénito do segundo conde de Alvor, Bernardo Filipe de Neri de Távora. D. Francisco casara com a sua prima D. Leonor de Távora, senhora muito culta e formosa, que fora o centro das atenções da corte de D. João V. Há muito que D. Leonor de Távora irritava Sebastião de Carvalho e Mello, sobretudo, por ser grande admiradora do Padre Malagrida, seu confessor e inimigo declarado do Conde de Oeiras. Mas, o pior de tudo, é que D. Leonor arrastava consigo outras damas da nobreza para as frequentes prédicas do alucinado padre, que, do seu púlpito, arrasava o Primeiro-Ministro do Reino. Entre as diversas questões que afastavam o jesuíta Malagrida do Conde de Oeiras encontravam-se não só o azedume que este tinha aos irmãos de Layola, mas também a luta pela abolição da escravatura dos Índios do Brasil. Malagrida vivera longos anos em Terras de Vera Cruz, e, tal como outros jesuítas, há muito que defendia a liberdade dos Índios, assunto que contribuía ainda mais para azedar as relações entre Pombal e a dita congregação. Carvalho e Mello procurou, a todo o custo, incriminar também os jesuítas, em geral, na tentativa do regicídio e o padre Malagrida, em particular. Contudo não existia qualquer prova, nem factual nem testemunhas delatórias suficientes, que os pudessem envolver no processo. No entanto, o astuto e calculista Conde de Oeiras guardou a sua vingança para alguns anos mais tarde. De facto, a partir de um inquérito-farsa, (convém lembrar que o irmão do Marquês de Pombal era Inquisidor-mor do Tribunal do Santo Ofício), o pobre louco e tísico padre foi, em 20 de Setembro de 1761, condenado às mais horrendas torturas e à morte pelo garrote e foi ainda determinado que o seu corpo fosse reduzido a pó e a cinzas e fosse lançado ao mar. Percorreu as ruas de Lisboa algemado, com um letreiro a acusá-lo de “herético”, desde o forte da Junqueira até ao Tribunal de Santo Ofício, que se situava no Rossio, onde foi garrotado. Acusado de herético, situação paradoxal, na medida em que Malagrida vivia em constantes jejuns e sacrifícios, experienciara, no Brasil, longos anos a severa vida missionária e dizia ouvir a voz do Padre António Vieira a falar-lhe dos Índios, era, agora, acusado pelo Tribunal da Santa Inquisição das maiores heresias. Este padre, segundo consta, fora quase venerado pelo Magnânimo rei D. João V, que lhe teria morrido nos braços. Curiosamente, a acusação que o levava ao cadafalso fora proferida e testemunhada pelo próprio Conde de Oeiras, tal era o ódio que o Primeiro-Ministro votava ao seu confesso inimigo. O conde, o maior político europeu do seu tempo, especialista em intrigas, conseguira estimular os velhos ódios entre congregações religiosas, colocando os jesuítas, oratorianos e dominicanos uns contra os outros. Convém referir que a Santa Inquisição era chefiada pelos violentos dominicanos, que cobiçavam o poder político e económico dos intelectuais jesuítas, quer em Portugal e no estrangeiro quer no próprio Vaticano. Assim, a condenação de D. Leonor de Távora constituía uma quase condenação indirecta da Companhia de Jesus e procurava afrontar a poderosa Congregação de forma que reagissem insensatamente em auxílio da sua mais distinta apoiante.

Parte II – “A face oculta do Marquês de Pombal”

Quanto a D. Francisco de Távora, o segundo condenado masculino, era esposo de D. Leonor, cunhado do Duque de Aveiro, e fora, em 1750, nomeado Vice-Rei da Índia, em substituição do seu pai Marquês de Alorna. Acompanhou-o nesta empresa militar a sua esposa D. Leonor e o seu filho primogénito D. Luís Bernardo de Távora, que, por graça especial de El-Rei, já usava o título de Marquês. A esposa de D. Luís de Távora, D. Maria Teresa de Távora, geralmente conhecida como a marquesa nova, era uma mulher um pouco fútil, mas tão formosa como D. Leonor, sua sogra. Ora, por fortuito acaso ou não, a jovem esposa não acompanhara o marido e os sogros nesta empresa militar e, neste período em que o marido esteve ausente, D. Maria Teresa frequentava regularmente a corte e, talvez, por esse facto, D. Maria Teresa de Távora tornou-se íntima de Sua Majestade El-Rei D. José. A verdade é que os Távoras partiram para a Índia ainda no reinado de D.João V e fora o próprio D. José, príncipe herdeiro, que os acompanhara ao cais de embarque para se despedir de tão ilustre família, a mais rica, a mais poderosa, a mais ilustre e a mais nobre de Portugal. No entanto, aquando do regresso da família Távora, conta-se que D. Francisco de Assis ficara muito melindrado porque El-Rei não teria ido esperá-lo ao cais, uma vez que prestara tantos e preciosos serviços ao Reino de Portugal e à Coroa, durante a sua campanha em terras do oriente. Ou por ter sido preterido pelo Rei, ou pelo agravo que o monarca fizera à família Távora pelo concubinato entre o Rei e a jovem Duquesa nova, ou pela sobranceria em relação ao Primeiro-Ministro Carvalho e Mello, ou ainda por todas estas razões, o facto é que as relações entre os Távoras e a Coroa acabaram por se deteriorar, dando azo a diversas especulações e aos mais inimagináveis boatos. Assim, estava criado o clima propício de implicação dos Távoras na conjura. De tal forma que, no dia 13 de Janeiro, os Távoras foram acusados de alta traição, não havendo, no entanto, nenhum facto comprovativo do seu envolvimento no atentado, a não ser a confissão do orgulhoso e insensato Duque de Aveiro, que, mediante a tortura do fogo, da água a ferver, envolveria a prestigiada família no atentado. Para além destes nobres, os dois sicários, António Alvares Ferreira e José Policarpo de Azevedo, que dispararam os bacamartes sobre a sege real, supostamente a mando do Duque, foram também sentenciados. Assim, ordenou a Suprema Junta de Inconfidência que D. José de Mascarenhas, Duque de Aveiro, acusado de ter sido o cabecilha do atentado real, sofresse o seguinte suplício: “ (…) com um baraço e pregão seja levado à Praça do Cais, em Belém e num alto cadafalso seja castigado e visto pelo povo e seja exposto em roda para satisfação dos presentes e futuros vassalos deste reino, que depois de ser ter quebrado os oitos ossos das pernas e dos braços seja queimado vivo e que o seu corpo seja reduzido a pó e a cinzas e sejam estas lançadas ao mar para que dele não haja qualquer memória futura”. Para apagar ainda mais a memória do Duque, a Suprema Junta ordenou que fossem picados todas os escudos, brasões e insígnias da casa ducal e todos os edifícios, e que casas e casebres pertencentes ao Duque e dos seus familiares fossem demolidos e arrasados e que os campos fossem salgados para que não fosse possível cultivar qualquer palmo de terra e ainda que todos os haveres incluindo jóias, ouros e pratas e mobiliário fossem confiscados e que fossem integrados nos bens da Coroa. Assim, para executar a referida pena, uns dias antes do famigerado 13 de Janeiro, algumas dezenas de carpinteiros começaram a construir o cadafalso em Belém e o povo, nesse dia, de triste memória, apressou-se para presenciar o macabro espectáculo, tal como era costume desde o tempo do não menos cruel e fanático D. João III. Assim, dezenas de faluas ancoraram em Belém, carregadas de espectadores vindos das zonas ribeirinhas do Tejo. Curiosamente, este mesmo povo, uns anos mais tarde, regozijar-se-ia, de alívio, com a exoneração do Marquês de Pombal e clamaria por justiça à piedosa soberana D. Maria I, desejando ver Sebastião de Carvalho e Mello sentenciado da mesma forma que os infortunados conjurados. D. Francisco de Távora e o seu filho primogénito, D. Luís Bernardo de Távora, foram condenados aos mesmos suplícios infligidos ao Duque de Aveiro. Estes dois últimos desgraçados, ao que parece, nunca estiveram implicados na conjura, pois, na verdade, D. Maria I, logo que subiu ao trono, acabou por reabilitar a memória da família Távora, o que nunca veio acontecer com a memória do Duque de Aveiro. Os autos de condenação da ré D. Leonor de Távora, mulher do réu D. Francisco de Távora, rezavam o seguinte: “que seja somente a cabeça separada do corpo e depois queimada e as suas cinzas lançadas ao mar”. Não deixa de ser quase irónico a palavra somente, como se os juízes procurassem revelar alguma piedade. Nesse dia 13 de Janeiro de 1759, D. Leonor subiu ao patíbulo ladeada por dois frades que a entregaram ao carrasco perito exercitado na Inquisição, depois da confissão que durou cerca de duas horas, para quase desespero de todos lúgubres espectadores, onde se incluía, para além de muito povo, toda a Corte, o próprio D. José e o seu orgulhoso Primeiro-Ministro. Enquanto D. Leonor subia ao cadafalso de forma digna sem perder a serenidade e a nobre altivez, um dos carrascos ia explicando detalhadamente os suplícios que iria sofrer bem como os suplícios dos seu familiares e as razões de tais suplícios. Quando o carrasco lhe vendou os olhos e afastou o lenço do pescoço, a Duquesa na sua voz autoritária, própria da sua linhagem, virou-se para o verdugo e pronunciou as últimas palavras: “Não me descomponhas!” e, apenas, de um golpe, o carrasco deixava, assim, cair o cutelo, ao mesmo tempo que gritava “Justiça que manda fazer El-Rei” e, imediatamente, pegando na cabeça ensanguentada, já separada do corpo, daquela que fora a mulher mais formosa e inteligente da corte de D. João V, elevava-a bem alto, para que todos os presentes a pudessem ver. Perante aquele macabro espectáculo, a nobreza, apesar de já habituada aos autos de fé, estava apavorada. No fundo, os condenados pertenciam à nobreza. Mas, por insistência da Rainha, foi possível poupar as mulheres e as crianças à matança. Foram, no entanto, imediatamente encarceradas em conventos, para nunca mais de lá sair a não ser muitos anos mais tarde, após a morte do rei. Terminadas as macabras execuções, que duraram todo dia, foi, por fim, incendiado o cadafalso que ardeu quase toda a noite, como se fosse um archote gigante. As nuvens negras, que se elevavam ao céu, constituíam um testemunho exemplar das horrorosas execuções.

III Parte – “A face oculta do Marquês de Pombal

O pequeno fidalgo Sebastião José de Carvalho e Mello livrou-se, assim, dos seus maiores e mais poderosos inimigos políticos, e, a partir dessa noite, poderia dormir descansado. Logo após o sacrifício humano do dia 13 de Janeiro, o Rei, como que num gesto de agradecimento, promove-o, oferecendo-lhe o título de Conde de Oeiras. Teria tido esta criatura algum arrependimento por tão horrendos crimes? Tanto quanto se sabe, existe apenas uma carta dirigida a D. Maria I, em que pediu desculpa à piedosa soberana, já durante seu desterro em Pombal, abandonado pelos seus principais bajuladores e pela maioria dos seus amigos, atacado por uma doença semelhante à lepra, que o transformava, pouco a pouco, numa chaga viva, e era frequentemente sujeito a interrogatórios de juízes do reino. Desculpa de quê? Este pedido de desculpa seria sintoma de algum arrependimento pelos crimes cometidos?
No fundo, o que o Marquês de Pombal, apesar de ter sido o mais hábil político do seu tempo, dotado de uma formidável inteligência, de uma poderosíssima capacidade estratégica, não poderia prever é que a execução do Duque, descendente do Rei D. João II, e dos Marqueses cuja linhagem remontava à fundação do condado Portucalense e do reino de Leão, abriria um procedente gravíssimo. Na verdade, não foi necessário esperar muito tempo para ver um horrendo espectáculo semelhante ao do dia 13 de Janeiro de 1759, só que o palco das tétricas execuções não seria a cidade de Lisboa, mas a cidade de Paris, e a mulher altiva que colocara a cabeça no cepo do carrasco não era D. Leonor, mas a própria rainha de França, D. Maria Antonieta, e o homem que a acompanhara ao cadafalso, também ele condenado à pena capital por alta traição à Pátria, era o seu marido, o Rei Luís XVI, parente do Rei D. José I. Entre as duas execuções apenas residia uma ligeira diferença, a saber, a turba que assistia ao espectáculo revelava-se mais eufórica e descontrolada. Revelava-se, assim, com muita fria nitidez, à luz do dia, o produto do Absolutismo, de que Pombal fora um dos maiores construtores.
Saciadas as paixões de El-Rei, D. Maria Teresa, a Duquesa nova, foi enclausurada no convento de Santos, de, por decisão real, foi-lhe atribuída uma abastada tença. É claro que a todos infelizes supliciados lhe foram confiscados todos os seus bens, até ao último alfinete. Curiosamente, no final do exercício do seu cargo, o pequeno fidalgo Sebastião de Carvalho e Mello tornar-se-ia um dos homens, senão o homem, mais rico de Portugal, enquanto, paradoxalmente, e ao contrário do que se afirma, D. Maria I, quando ascende ao trono, herda do seu pai, D. José I, uma situação financeira deplorável. No entanto, graças à determinação desta soberana e à inteligência arguta do seu Primeiro-Ministro, Luís Pinto de Sousa Coutinho, as finanças públicas recuperam e ressurge um novo fôlego intelectual em Portugal. Para esta regeneração espiritual, muito contribuiu o Duque de Lafões, um homem notável, tio da soberana, que pôde regressar do exílio logo após a exoneração do Primeiro-Ministro Sebastião de Carvalho e Mello.
Os crimes do Conde de Oeiras, crimes legitimados por razões de estado, como é óbvio, não se ficaram pelas macabras execuções do dia 13 de Janeiro de 1759. Quase todos os Távoras foram perseguidos, mesmo os parentes mais afastados dos infelizes sentenciados. Nobres como o Marquês de Alorna, o Conde de S. Lourenço, o Visconde de Vila Nova da Cerveira, tal como muitos outros fidalgos da primeira linhagem foram encarcerados nas masmorras sem julgamento, sem mesmo saber o motivo da sua reclusão. Muitas vezes, denúncias anónimas bastavam para ser preso e torturado. Muitos morreram pouco depois de ser presos, devido às condições desumanas das prisões. Algumas pessoas, mal informadas ou um pouco distraídas, pensarão que o famigerado Marques de Pombal perseguiu apenas nobres importantes do Reino, tal como os Távoras ou o Duque de Aveiro, pois, estão redondamente enganados. O povo foi quem mais sentiu na carne e na alma as barbaridades do “iluminado” Pombal. Não poderemos esquecer a repressão que se abateu sobre a população do Porto, durante os acontecimentos que ficaram denominados historicamente pela “revolta dos bêbados” e, ainda, a imolação pelo fogo de uma aldeia de pescadores com cerca de 300 pessoas, incluindo mulheres e crianças, em Porto Brandão, na margem esquerda do rio Tejo.
Pombal foi o construtor do centralismo económico do Estado, de que nunca conseguimos libertar-nos, apesar das boas tentativas do 1º liberalismo. Talvez, por esta razão, tenha, ainda hoje, muitos admiradores. Mas esta é uma outra questão, que teremos todo o prazer em, mais tarde, discutir.

Bibliografia:
Antunes, Manuel (Org.),(1982) No centenário do Marquês de Pombal, in Brotéria, Volume 114, Maio/Julho
Antunes, Manuel (Org.), (1982) No centenário do Marquês de Pombal, in Brotéria, Volume 115, Agosto/Setembro/Outubro
Domingues, Mário (1963) Marquês de Pombal - O homem e a sua época, Livraria Romano Torres, Lisboa

José António Pereira da Silva
Professor de Filosofia da ESQM



O Pai do Boston Tea Party


Samuel Adams é considerado um dos pais fundadores da nação americana. Foi primo de John Adams (segundo presidente dos EUA) e governador do Massachusetts. Foi o provável promotor do Boston Tea Party(um possível acrescento ao trabalho do nosso colega Henrique) e lutou ao lado dos americanos contra os ingleses. Nasceu e morreu em Boston em 1722 e 1803, respectivamente.

David, 11ºE

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

The Star-Spangled Banner




Em português «A Bandeira Estrelada» é o hino dos Estados Unidos da América. Originalmente uma canção de taberna britânica escrita por um organista chamado John Stafford Smith, a letra foi alterada pelo advogado Francis Scott Key como uma reacção aos bombardeamentos da Guerra de 1812.


Deixo uma tradução de domínio público (Wikisource) e duas interpretações (Academy Choirs e Marvin Gaye):

Ó, dizei, podeis ver, na primeira luz do amanhecer
Cujas amplas faixas e brilhantes estrelas, durante a luta perigosa,
Sobre os baluartes assistimos, ondulando tão imponentemente?
E o clarão vermelho dos foguetes, as bombas estourando no ar,
Deu-nos prova, durante a noite, de que nossa bandeira ainda estava lá.
Ó, dizei, a bandeira estrelada ainda tremula
Sobre a terra dos livres e o lar dos valentes?






Tomás, 11E