
sábado, 8 de maio de 2010
8 de Maio de 1945, dia da Liberdade na Europa

segunda-feira, 3 de maio de 2010
1º de Maio de 2010
Não sei bem por que razão, mas senti alguma obrigação cívica em escrever sobre o 1º de Maio. Decidi, então, escrever sobre a origem histórica do 1º de Maio, ideia que acabei por abandonar. É certo que a história do primeiro de Maio é importante e, certamente, tal texto seria mais adequado a um Blog de História. Contudo, entendi que esse escrito seria interpretando como mais uma comemoração histórica do acontecimento, uma efeméride do 1º de Maio. Confesso que desconfio de comemorações e efemérides, que são, quase sempre, celebrações do poder, e escondem, quase sempre, um “requiem aeternam dona eis”.
Recordei-me, então, do primeiro 1º de Maio que não vivi por me encontrar, desde o fracassado golpe spinolista das Caldas, detido na Base Aérea de Tancos. Por alguns momentos, pensei contar-vos como fiquei impressionado, não com as imagens das grandiosas manifestações, mas, sim, com o brilhozinho nos olhos dos manifestantes. Nesse dia, estranhamente, os portugueses tornaram-se, de repente, educadíssimos, simpatiquíssimos, pediam mil desculpas uns aos outros. Foi, no fundo, o saborear, pela primeira vez ou talvez a última, da vivência da liberdade, mas saboreava-se, também, o gosto da solidariedade, do amor, da fraternidade, que são irmãs gémeas da liberdade. Para não ser interpretado como um saudosista, resolvi abandonar esse escrito, até porque detesto o saudosismo, esse atavismo lusitano que muito mal tem feito a Portugal. Lembrei-me, então, do segundo 1º de Maio, o da discórdia, marcado pelos arrufos entre os partidários da liberdade e da não-liberdade, ou melhor, pelo confronto entre os dois imperialismos. Aquela gente, que vivera tão intensamente a liberdade era, um ano depois, marcada por uma negatividade extrema. O brilhozinho nos olhos desaparecera e dera lugar a um semblante grave, a fraternidade dera lugar ao ódio, a liberdade dera lugar à prisão. Alguém fechava o estádio 1º de Maio para que outros não participassem na festa. Enfim, estavam criadas as condições para uma guerra civil, que se aproximava, dia após dia. Desisti de escrever sobre esse triste acontecimento. Afinal, num dia de festa e de unidade, será que valeria a pena recordar esse triste dia de Maio? Recordei-me, então, do último 1º de Maio, vivido no regime Marcelista, o da manifestação no Rossio, aquele em que a Marília foi presa no Cais do Sodré, reconhecida pelas manchas azuis que tinha na camisola, aquele em que alguns amigos meus, incluindo a Marília, foram presos. A Marília passou três semanas na temível prisão de Caxias e, não fosse o Inspector da PIDE/DGS Monteiro, nosso conterrâneo, aqui de Paço de Arcos, muito mais tempo teria estado presa. Subitamente, dei por mim a pensar se não estariam os nossos alunos fartos de conhecer estas histórias de um outro mundo, de uma outra época que não é a sua?
Na verdade, o meu pensamento não consegue deixar de estar obsessivamente fixado no 1º de Maio de 2010. Hoje, dia 1 de Maio de 2010, os problemas que se apresentam aos portugueses são incomensuráveis. Na verdade, como português e como cidadão, não posso esquecer que temos mais de dois milhões de trabalhadores precários e mais de seiscentos mil desempregados em Portugal. Quase por todo mundo, há uma forte desregulamentação do trabalho, por imposição do turbocapitalismo, que tende recuar a situação do trabalho, perigosamente, para níveis muito próximos dos finais do século XIX, princípios do século XX. Nesta ideologia turbocapitalista, o trabalho começa a ser visto não como um direito, mas como um dádiva do todo-poderoso mercado. A ditadura dos mercados financeiros e os paraísos fiscais vão eliminando a possibilidade de uma Europa social. A precariedade e a desregulamentação arrastam outro fenómeno - que julgávamos já ultrapassado - o cerceamento dos direitos cívicos. A globalização da mão-de-obra criou um “exército de reserva”, que desvalorizou o trabalho e os fluxos migratórios arrastam consigo outras consequências, tais como: o racismo e a xenofobia. O espectro da China, onde, ironicamente, os direitos dos trabalhadores são nulos, e onde se festeja o 1º de Maio com pompa e circunstância, vai ensombrando todo o mundo ocidental. Enfim, as centrais sindicais prometeram protestos neste 1º de Maio de 2010, em Lisboa, e noutras principais cidades do país. Tendo consciência do conjunto destes problemas sistémicos, é legitimo que pergunte, enquanto cidadão e trabalhador sindicalizado, quais as razões dos protestos e a quem devemos apresentar o nosso veemente protesto. Receio que os responsáveis pelos problemas que vivemos no 1º de Maio de 2010 sejam uma identidade sem rosto.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Comemorações do 36º aniversário do 25 de Abril na ESQM
Os alunos do ensino Básico aderiram com grande entusiasmo à decoração de Tshirts alusivas à Revolução, tendo sido expostas mais de 160! trabalhos.Na Biblioteca realizou-se uma mostra de fardas militares, em alusão aos Capitães de Abril e, com o mesmo objectivo, um grupo de militares do RAAA1 de Queluz montou uma tenda no dia 21 de Abril, no pátio, e apresentou diversos objectos inerentes à vida militar.
Os alunos do 9º ano, do 11º de Multimédia e do 11º e 12º de Humanidades tiveram visitas guiadas à tenda, onde lhes foram dadas explicações sobre a vida militar nos anos 70 e nos nossos dias. Foi ainda apresentado aos alunos um pára-quedas e explicado o seu funcionamento, bem como os procedimentos de segurança obrigatórios.
Finalmente, no dia 23 de Abril, realizou-se na Biblioteca uma palestra pelo sr. Comandante Ramiro Soares Rodrigues, da Associação 25 de Abril, o qual teve participação activa nos acontecimentos do dia 25 de Abril de 1974.
Agradecemos a todos os que se envolveram e colaboraram nas actividades, particularmente à incansável profª Isabel Silva.
Luísa Godinho
sábado, 24 de abril de 2010
25 de Abril de 1915 - O Genocídio Arménio
No dia 25 de Abril de 1915, o governo dos “jovens turcos ” iniciou o massacre do povo arménio, que se estendeu até 1917. Estima-se que foram chacinados cerca de um milhão e meio de arménios. Este acontecimento ficou conhecido como “o genocídio arménio”. A constituição turca proíbe ainda hoje qualquer referência a este acontecimento. Este não reconhecimento dos crimes perpetrados pelos turcos no passado é o factor mais decisivo que impede a Turquia de entrar para a União Europeia. Apesar de tudo, o governo actual da Turquia tem procurado a reconciliação com a comunidade arménia de Istambul.
A Escola Secundária Quinta do Marquês está geminada com a Escola Arménia de Getronagan de Istambul e, como tal, neste dia, em que comemoramos o dia da Liberdade em Portugal, não posso de deixar de enviar as minhas saudações fraternas, em particular, aos professores e aos alunos dessa escola e, em geral, a toda a comunidade Arménia de Istambul.
Portugal deve muito a este heróico povo arménio de Istambul, pois foi desta comunidade que proveio um grande amigo dos portugueses – o Sr. Calouste Gulbenkian – que aqui encontrou refúgio das perseguições turcas e, em troca dessa hospitalidade, muito tem feito pela educação e cultura dos portugueses.
Getronagan Armenian High School - Istanbul
Escola Secundária Quinta do Marquês - Oeiras
Today is the 25th April, the day when we celebrate the anniversary of
José António, Prof. de Filosofia da ESQM
domingo, 11 de abril de 2010
Mais uma vez o Marquês...

Os edifícios foram construídos à base de peças pré-fabricadas que depois eram aplicadas no local, tornando a construção mais uniforme e célere. As obras ficaram concluídas a 13 de Maio de 1776.
O objectivo da edificação de Vila Real de Santo António era o de controlar o comércio neste importante ponto de fronteira e desenvolver as pescas, que mais tarde fariam surgir a industria conserveira.
Cidade muito interessante, esta "vila real"!
Luísa Godinho
sábado, 10 de abril de 2010
O Massacre de Katyn
Katyn, floresta a 400 Km a ocidente de Moscovo, é lembrada pelo terrível massacre de cerca de 22 mil oficiais, intelectuais, religiosos e proprietários rurais polacos, executados entre Abril e Maio de 1940, durante a II Guerra Mundial, pelas tropas de Estaline. O local também registou a morte de milhares de soviéticos perseguidos pelo regime estalinista.
Nas vésperas da II Grande Guerra a Alemanha e a URSS tinham assinado um pacto de não agressão que previa, ainda, a repartição da Polónia entre si. A 1 de Setembro de 1939 a Polónia é invadida pela Alemanha e duas semanas mais tarde pelas tropas soviéticas. Milhares de polacos são feitos prisioneiros pelos russos, parte deles é libertada, mas mais de 20 mil serão assassinados na Primavera de 1940 em Katyn e noutras localidades.
Em 1943 a Alemanha invade a URSS, quebrando definitivamente o pacto de não-agressão, e as tropas alemãs hão-de descobrir em Katyn as valas comuns, cheias de cadáveres polacos. Os russos são acusados pelos nazis, mas recusam essa responsabilidade e atribuem aos alemães a autoria dos massacres. Só em 1990, o presidente russo Mikhaïl Gorbatchev reconheceu a responsabilidade da União Soviética no massacre de Katyn.
Comemora-se esta semana o 70º aniversário do massacre, através de cerimónias que juntam pela primeira vez russos e polacos, e foi a caminho da Rússia, para uma homenagem às vítimas desse massacre, que o presidente polaco, a esposa, vários membros do governo, o presidente do Banco Central, deputados, militares, líderes religiosos... encontraram hoje a morte... na mesma floresta.
Luísa Godinho
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Sugestão para a interrupção lectiva - II
As naturezas-mortas, em séculos de fome e crise, como o foi o séc. XVII, representam uma variedade e riqueza de alimentos e objectos "desajustados" à realidade. Daí a curiosidade deste tema da pintura europeia, que pretendia expressar a riqueza daquele que encomendava o quadro ou a evocação de uma abundância perdida??
Entre as 71 obras em exposição, de pintores muito conceituados nesta forma de arte, encontram-se dois quadros da pintora do séc. XVII, nascida em Sevilha, mas que viveu em Portugal desde os quatro anos de idade (filha de um pintor português e de uma senhora da Andaluzia), Josefa de Ayala Figueira, ou Josefa de Óbidos.
Aproveite, vá ver a exposição e passeie depois pelos sempre bonitos jardins da Fundação.
Luísa Godinho



