É interessante que cada um partilhe daquilo que sabe mais. Como é mais ou menos do conhecimento geral, a minha "especialidade" é a Igreja Católica, instituição que me fascina.
O nosso país, ainda por cima, é extremamente rico do ponto de vista da História, e encontra o seu passado misturado com o passado da Igreja. Não pretendo ser exaustivo: com certeza haverá teses e bibliografia mais que exaustiva sobre o assunto. Mas é sempre curioso fazer uma síntese que, no mínimo, pode conter algumas curiosidades. Esta será a primeira de algumas, que surgirão conforme o tempo e o interesse demonstrado.
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A primeira "ingerência" da Igreja na História do país acontece na própria fundação da nossa nacionalidade.
D. Afonso Henriques assume o Reino de Portugal em 1128, mas só decorridos 15 anos, em 1143, através da assinatura do Tratado de Zamora, é reconhecida a nossa independência por Afonso VII de
Leão. Contudo, - e devemos ter em conta o primado espiritual e temporal que o Papa exercia na Idade Média, sendo suserano de todos os Reinos europeus -, no ano de 1142 D. Afonso Henriques oferece o Reino à Igreja, declara-se vassalo do Papa e promete um pagamento, ad aeternum, de um tributo feudal de quatro onças de ouro. O Papa Lúcio II aceita a oferta, declara protecção espiritual ao país e reconhece Portugal como um Reino independente, pressionando assim a assinatura do Tratado de Zamora.
No
entanto, é só em 1179 que o Reino de Portugal é oficialmente reconhecido pela Santa Sé, através da bula Manifestis Probatum, assinada pelo Papa Alexandre III. Esta bula, elaborada por um dos papas mais cultos da Idade Média, teólogo e canonista, prevê a resolução de um conflito futuro: o Papa define que «todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos».
(nas imagens, de cima para baixo, Lúcio II e Alexandre III)

O nosso país, ainda por cima, é extremamente rico do ponto de vista da História, e encontra o seu passado misturado com o passado da Igreja. Não pretendo ser exaustivo: com certeza haverá teses e bibliografia mais que exaustiva sobre o assunto. Mas é sempre curioso fazer uma síntese que, no mínimo, pode conter algumas curiosidades. Esta será a primeira de algumas, que surgirão conforme o tempo e o interesse demonstrado.
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A primeira "ingerência" da Igreja na História do país acontece na própria fundação da nossa nacionalidade.
D. Afonso Henriques assume o Reino de Portugal em 1128, mas só decorridos 15 anos, em 1143, através da assinatura do Tratado de Zamora, é reconhecida a nossa independência por Afonso VII de
No
(nas imagens, de cima para baixo, Lúcio II e Alexandre III)
